“A Fênix mostrou ao poeta um rolo inflamado que se reduzia a cinzas. “Não te assustes, disse, é tua obra! Ela não tem o espírito do tempo e ainda menos o espírito daqueles que vão contra o tempo; por conseguinte, é necessário que seja queimada. Mas é bom sinal: há muitas auroras que não brilharam ainda” Friedrich Nietzsche
20 de out. de 2016
O que são saudades
Hoje acordei me lembrando de um texto que li na infância, e trazia por título “Quem conta um conto ganha um ponto”. Na verdade, não lembro muito bem do que se tratava a narrativa, mas causou-me nostalgia. Uma criança com cinco anos de idade, ter que avançar educação infantil e só fazer o último ano pra poder seguir rumo à 1ª série do fundamental, na minha época e condições, era algo fabuloso. A criaturinha aqui só sabia o que era estudar: manhã: escola; tarde: reforço escolar; noite: tuuuuuuuuuudo o que aprendera durante o dia e mais um “textinho” antes de dormir, fora a leitura bíblica. Aaaah, como eu odiava!
Sorte eu tinha quando pegava um texto maneiro, tipo “festa no céu”, “a pituchinha”, e uma história de um frade e um rei que infelizmente não recordo.
A saudade está exatamente aí, onde muito odiei algumas leituras maçantes e onde, também amei ler histórias que faziam eu fugir um pouco do meu mundo. Fantasiar era comigo mesma. A saudade está em jogar hoje o pouco do que me restou de memória no “santo google”, e não poder encontrar grande parte desses textos. A saudade estava!
Uma pessoa de grande estima, certa vez me falou que “sentir saudades é bom. Viver na saudade é péssimo e perigoso”. Fora perguntado a essa pessoa: “se tivesses a chance de reviver o momento que mais sentiste saudade, reviverias?”. Prontamente respondeu:
- Não!
Hoje tenho a maturidade de entender essa resposta. A vida é presente e futuro, talvez nem o futuro! E grande parte do que passou, FOICE.
Silvanira NyraNasc
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