20 de out. de 2016

Do último andar tudo é/ pode ser perfeito

Uma estranha sensação e vontade de falar e ao mesmo tempo não dizer algo a respeito disso. Último andar... o que significa? Muitas coisas, "n" coisas: sucesso, perfeição, auge de tristezas e ou felicidaddes, melhor, alegrias! Amor permitido e contrariado, elogios e críticas desconstrutivas... coisas, até mesmo a morte. Do último andar, tudo é perfeito. Do último andar a vista é melhor, porém do último andar quem não estiver seguro, também cai! E alguém disse: O que aconteceu com sua garota? Encontrei-a com os olhos marejados, com uma dor inexplicável e numa realidade totalmente divergente daquela exposta nas redes sociais. A angústia dela podia ser sentida ao longe e as lágrimas incontáveis. Um semblante totalmente sombrio, sem vontade de cantar uma bela canção. O que pode ser feito? Faça! Não se pode pensar muito... o tempo não permite. Todo mundo se machuca, e ninguém é sozinho... Do último andar, as vezes nem tudo é o que parece...

O que são saudades

Hoje acordei me lembrando de um texto que li na infância, e trazia por título “Quem conta um conto ganha um ponto”. Na verdade, não lembro muito bem do que se tratava a narrativa, mas causou-me nostalgia. Uma criança com cinco anos de idade, ter que avançar educação infantil e só fazer o último ano pra poder seguir rumo à 1ª série do fundamental, na minha época e condições, era algo fabuloso. A criaturinha aqui só sabia o que era estudar: manhã: escola; tarde: reforço escolar; noite: tuuuuuuuuuudo o que aprendera durante o dia e mais um “textinho” antes de dormir, fora a leitura bíblica. Aaaah, como eu odiava! Sorte eu tinha quando pegava um texto maneiro, tipo “festa no céu”, “a pituchinha”, e uma história de um frade e um rei que infelizmente não recordo. A saudade está exatamente aí, onde muito odiei algumas leituras maçantes e onde, também amei ler histórias que faziam eu fugir um pouco do meu mundo. Fantasiar era comigo mesma. A saudade está em jogar hoje o pouco do que me restou de memória no “santo google”, e não poder encontrar grande parte desses textos. A saudade estava! Uma pessoa de grande estima, certa vez me falou que “sentir saudades é bom. Viver na saudade é péssimo e perigoso”. Fora perguntado a essa pessoa: “se tivesses a chance de reviver o momento que mais sentiste saudade, reviverias?”. Prontamente respondeu: - Não! Hoje tenho a maturidade de entender essa resposta. A vida é presente e futuro, talvez nem o futuro! E grande parte do que passou, FOICE. Silvanira NyraNasc

11 de abr. de 2013

"Harder, better, faster, stronger"...

E o que me perde, perdeu-se em si mesmo. Àquilo que não subsiste, nem ao leve toque da brisa, desmancha-se com as fortes tormentas. Àquilo que desiste do viver, do continuar, do ser a si mesmo. Àquilo que pensa que já viu de tudo, que sabe tudo e, na verdade, nada sabe. Àquilo que precisa crescer... À mim que sinto extrema necessidade de viver e continuar. À mim, esse ser de carne que certas horas precisa ser "de ferro", mas mesmo de ferro sinto-me exposta à fraquezas (todo mundo o é). Por isso, como disse certo poeta: "viver é desenhar sem borracha", trago hoje em minhas mãos apenas essa caneta e esse bloco de desenho e anotações, o que vier é bem vindo, o que perdurar de bom ajudarei a fincar raízes, e o que for pra destruição, arranco. (Silvanira- NyraNasc)

12 de abr. de 2011

Loucura Natural

Não preciso delas pra me sentir bem, pra poder delirar, já faço isso sem! Sou louca por natureza, o que faço ou deixo de fazer faço em plena sobriedade de sentidos. O fato real é que ninguém entende ou quer entender... Mas tô "vivendo"...
O problema não sou eu... O inferno são os outros

"Diana me dê um talismã"

Escrever na melancolia é minha sina... Nada mais inspirador do que retomar a escrita na dor da perda, perda essa de amigos, família, amor, de tudo e as vezes de/do nada. Pedirei a Diana aquele talismã pra poder viajar... Viajar pra bem longe, sentir outros ares...
"Diana me dê um talismã"
. Viajarei também quando o Sol desmaiar, sem deixar rastros, a vagar pela noite... divagar com meus botões, delirar em meus pensamentos, viajar... Somente.

1 de abr. de 2011

Felicidade ou Momentos de felicidade?

Sou a menina que caminha ao som das belas artes musicais que me fazem rir, chorar, refletir, querer morrer, querer amar, querer viver, sonhar e realizar, outrora nada!
Aquela que não é perfeita como parece ser à priori, muito pelo contrário, fico com raiva, ódio até, e muitas vezes não sei me regenerar- desculpas? perdão? as vezes, somente as vezes. Jádisseram que sou compulsiva naquilo que faço de verdade e o sou! Vezes e por muitas vezes meu soluçar é descontrolado, não faço teatro-choro de verdade. Certos momentos caio em gargalhadas, morro de rir, momentos... Apenas momentos para descontração, nada além disso! Alegria? Sorrio e choro também, tem horas que até sem reação eu fico, mas felicidade...
Não sou aquela pessimista ao extremo de outrora, mas não vejo a felicidade aqui, tipo assim, como num passo de mágicas ou então: "- Ei! Eu sou a felicidade e tô batendo na sua porta agora. Quer que eu entre?" Não1 Nada disso! Vejo a felicidade como algo a ser custoso e absoluto. Não acredito que uma pessoa que se diz feliz no sentido mais estrito da palavra, possa aparecer amanhã cabisbaixa ou até deprimida. Não posso denominar isso como felicidade. Não acredito "na" felicidade (isso como algo absoluto) e sim em "momentos de felicidade".

14 de out. de 2010

Clarisse Lispector

Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser...
Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!
Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso?


Que desafio, hein?
"... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..." (Perto do Coração Selvagem - p.55)

Clarice Lispector