28 de mar. de 2010

Agora estou na fase do “nem desistir, nem tentar, agora tanto faz”. O que me fortalece é isto bem aqui. Eis a minha fonte de prazer eterno, este ato incessante de escrever sobre mim e todos, sobre todos e tudo e sobre tudo e nada.
O que é complexo senão a nossa maneira de viver, pensar e agir? Vivemos “como manda o figurino”, pensamos às vezes sem pensar e geralmente agimos por imposição de outrem.
Por instinto somos os donos do nosso próprio nariz, quando passamos a conviver a história muda- temos de seguir as regras. O que somos e para quem somos? Somos [às vezes] marionetes pensantes agindo sob um sistema manipulador, ora para agradar, ora para evitar represálias ou também uma punição.
Quem inventou o livre arbítrio, com certeza não soube prever o futuro da raça humana.
Nesse curto espaço de tempo- dezenove anos- é muito complicado e engraçado tentar entender e encaixar no momento certo os acontecimentos que precisariam de muito mais amadurecimento para ocorrer. A esta altura do campeonato, sento-me e analiso minuciosamente todas as poucas e boas que me ocorreram e que eu nesse meio-tempo já aprontei.
Lembro-me de Melissa P., autora de “Cem escovadas antes de ir para a cama”, uma jovem adolescente que bem cedo começa a conhecer o mundo real, o das drogas e da prostituição. Minha realidade não fog desses padrões. Digamos que de tudo conheci um pouco. Sou uma sobrevivente desta grande selva- o mundo.
Não costumo culpar as pessoas que por mais de 18 anos preocuparam-se com a minha educação, embora todos eles tenham uma grande parcela de culpa por me criarem de uma forma bem arcaica. Culpo sim todo esse maldito sistema cheio de formalidades e moral que nos rodeia. Uma moral fajuta do “não faça isso ou aquilo”, da religiosidade hipócrita do “fazer isto ou aquilo é pecado e leva ao inferno”.
Hoje vivo bem mais tranqüila em relação ao que me ocorreu para me desligar mais desses “infernos”. “Há males que vem para o bem”, acho justa e verdadeira a frase. Todo dia agradeço o que me ocorreu para hoje estar escrevendo mais esse texto. Como sempre disse, até hoje não me arrependo um só segundo do que eu fiz e venho fazendo. Pessoas sem arrependimentos são calculistas e premeditadoras e acima de tudo são determinadas- eis o que eu sou.

Vidas-Vidros...

Hoje aprendi que assim como vasos de vidro, nossa vida é super frágil. Vasos caem e se despedaçam, às vezes, com sorte, podemos colar... Mas e a vida?
Quando sentimos uma queda dos nossos padrões, nossos sentimentos se esvaindo, tudo se perdendo... Será que tudo estaria mesmo perdido? Pois não podemos simplesmente fazer com a nossa vida o que geralmente fazemos com o vaso quando ele quebra- juntar os cacos e jogar fora.


PRECISAMOS DE REPARO