20 de dez. de 2009

(IN)Feliz Natal

Estamos na época natalina. A época de troca de presentes, muita solidariedade, demonstração de amor, afeto, carinho e também muita hipocrisia. É nesse período que muitas pessoas acham de ser solidárias, apregoam o amor, a paz e o perdão. Mas de que adianta, se passados alguns dias todos esses sentimentos irão se esvair deixando nessas pobres pessoas apenas um enorme vazio?!
É óbvio que não irei generalizar, mas que o termômetro da hipocrisia nessa época passa do limite passa! É por isso que não suporto essa ideia do natal. Este é o período mais idiota do calendário cristão, assim como o período de páscoa. Nesses dois períodos as pessoas ficam tão “sensibilizadas”, tão “frágeis” que chega a dar nojo. Mas é só deixar passar essas festas, que é bem fácil notar que as mesmas pessoas que apregoaram outrora o perdão são as mesmas que ofendem, e se são ofendidas, não querem atribuir de forma alguma o perdão, é quando usam a frase:
“Morro, mas não perdoo”.
Maldita hipocrisia... Assim é a maioria da humanidade!
Sendo movida pela espera do Amanhã deixando apenas o Hoje passar, ora superando-o,ora explodindo... "Vivendo e não aprendendo... Eis o homem esse sou eu".... O lado "IRA" da música, do meu nome, do meu Eu! Tento superar o que se passa no hoje apenas pensando no Amanhã. Eita Amanhã que nunca chega... Há de chegar quem sabe... Nada é eterno! Só é eterno enquanto eu permitir e quiser que dure!

8 de nov. de 2009

"E daí? Eu adoro VOAR"!

Já fiz coisas que se estivesse em outro lugar jamais teria coragem de fazer. Já desisti de certos sonhos e muitas vezes preferi quebrar a cara para ver muitos sonhos realizados... Hoje? Não tenho arrependimento algum.
Já amei quem não merecia,deixei de merecer a quem muito me amou... Agora? Sem arrependimentos...
Falei o que não devia, ouvi o que não merecia. Já ofendi desnecessariamente, já fui ofendida propositalmente... Muitas vezes, quase nunca pedi desculpas, quando pedi, quase não fui ouvida... Sem muita coisa a declarar!
Adoro voar, adoro ultrapassar limites, adoro sentir aquele
friozinho
na barriga... adoro desafiar o mundo e a mim mesma... E sabe o porquê disso tudo? Só para não mais cometer suicídio toda noite cortando os meus sonhos a gilete!!! Tudo isso por quê? Porque Eu ADORO VOAR..

Sou a supremacia do meu EU.

Eu sou apenas alguém que ama as coisas que são o contrário desse falso moralismo que vivemos!
Amo me sobrepor às coisas determinadas pela sociedade hipócrita em que estou inserida!
Eu sou um ser humano falho como qualquer outro, o que me difere dos demais é a minha irreverência ante tudo aquilo que se mantém preestabelecido.
Eu sou alguém que um dia conheceu o "deus desconhecido" dos atenienses... Por um simples mortal eu o conheci, por um maldito ser humano dele eu me afastei.
Eu sou alguém que não se arrepende de nada que até hoje eu tenha efetuado nessa curta vida, arrependimentos só trazem muito mais problemas e perca de tempo.
Eu amo o sombrio, adoro o que é opsto às luzes... Será que isso me faz ser uma "anti-cristo"? hahaha! Creio que não, mas meus mal-intérpretes pensam assim...
São mentes ocas habitando um sepulcro calhado, não passam de um bando de idiotas.
A definição do meu EU nem eu mesma posso dar, contudo essa sou eu: A elevação e supremacia do meu próprio EU... Prazer. O que sou ou possa vir a ser... nada além do meu
EU!

28 de out. de 2009

O que vivi naquele dia foi um fim que deu início a uma nova vida! O que se passou elevou-me de certa forma a um status de maturidade tão intenso que sou alguém super grata a você!
Perdi-me de você, mas esta foi uma perda diferente, foi uma perda saudável, na realidade foi a perda que eu de certa forma precisava pra descobrir que nem tudo na vida é do jeito que a gente quer. Foram-se as velhas emoções... Foram-se embora, “e agora eu vejo que aquele beijo era mesmo o fim”, o fim do meu amor infantil e romanesco entrando num processo de transição do emocional para o racional.
Deixei de ser dionisíaca para ser apolínea!
Foi um amor que me fez filosofar sobre o que é amor, fazendo-me perceber que “não amamos as pessoas e sim suas qualidades”. Por você eu percorreria o mundo. Por amor a mim, eu deixarei de te amar, ou melhor, pelo menos não mais me martirizar por alguém que sequer se importa comigo. É justamente por aquele final que sou super grata a você. Por aquele final eu pude aprender com os meus erros tentando não mais errar.

21 de out. de 2009

Meu eterno Amor, um amor eterno!

Amor... Cruel amor!
Despedaças-te meu coração!
Dilaceraste-o sem ao menos saber o que fazias
Mas mesmo estando ele em forma de chumbo
E revestido de uma pele fina de ouro...
Perdoo-te... Perdoo-te porque eu te amo.
Amo-te não apenas com palavras vazias.
Amo-te não apenas com ações carnais.
Amo-te não apenas por mera atração
Amo-te apenas por saber que amanhã é outro dia
Amo-te apenas por saber que enquanto há vida, há esperança.
Amo-te de um jeito incomensurável, a ponto de
Simplesmente só dizer que EU TE AMO.

Mas por que te amar é tão perturbador?
Por que esse amor pesa tanto em minha vida?
Estávamos tão bem em nossa viagem de barco pelo oceano,
Mas devido ao vendaval nos separamos e nos perdemos...
Agora estou à procura... Navego, navego
Mas esse mar parece não ter fim.
Quando imaginei ter te encontrado para vivermos para sempre juntos...
Quis lançar-me do barco nas profundezas do oceano...
Havia avistado outra embarcação a te resgatar...
Ó eterno amor... Esqueceste de mim?
Terás esquecido quem eu fui quem eu sou?
Quero acreditar que não!
Quero acreditar que me amas com a mesma intensidade que te amo!
Não endureças teu coração em relação a mim!
Não me mates sem-querer...
Não me deixes morrer sem eu saber que realmente me amas!
Viveu apenas entre o Bem o e o Mal, Deus e o Diabo; entre o céu e o inferno. Não passava de mais uma Jezabel da vida. Uma perdida da Babilônia.
Olhem! Eis a filha do Prazer e da Juventude e irmã do Profano. Amamentada pela Embriaguez e Imperícia, cresceu entre companheiros que a completam: Amor-próprio, Adulação, Esquecimento, Volúpia, Irreflexão e o Sono Profundo.
Ei! Acordem! É com muita honra que vos apresento alguém que estende o seu poder a todo gênero humano; alguém que está sempre diante dos vossos olhos. Nesse instante quero que a conheçais- a Loucura.
Para ser poeta é realmente necessário ter alma, ter coração? É realmente necessário ter algo a se inspirar? Bem, eu quase não tenho uma alma, idem um coração “bom”, mas isso não impede que eu me inspire em alguma coisa, algo que sirva de inspiração a alguém. E agora? Será que sou “poeta”?
Já consideraram o que escrevo como “Filosofia Poética para a Destruição”, poderia até ser o título desse livro, se bem que às vezes chego a concordar. Vivo o que chamam de “crise existencial”, “procura da identidade”, é... creio que ambos estão mais para questões psico-filosóficas, tanto é que de vez em quando “quero me encontrar , mas não sei onde estou”...O que vou me tornar, o que fazer, são alguns dos muitos questionamentos que permeiam a minha mente.
Sinceramente, questionar a esse ponto-, por isso não questione, apenas viva! Tudo o que você pode fazer pode ser feito no Hoje, no Agora! O que foi feito ontem não retorna, você apenas pode não repetir os erros Hoje, para que Amanhã você não venha a se arrepender e colher os frutos amargos do passado.

À pessoa que mais amei nessa vida... C.E.F.C.

Eu te amei, elevei-te ás alturas!
Doei-me de corpo e alma e tudo o que recebi em troca foi de tudo em nada. Amar-te para sempre será o meu destino? Até quando continuarás a perturbar-me? Crueldade, pior, sadismo!
Será tu o anjo dos meus temíveis pesadelos? Ou talvez isso tudo não passa de uma artimanha minha para te ter aprisionado em meus pensamentos. Não sei!
A única coisa que sei, é que mesmo que eu me envolva com diversos passatempos, nenhum será capaz de apagar de minha memória quem tu foste e quem tu és para mim- O ser amado para sempre perdido.
Não existe ser humano capaz de conhecer o próximo tão intimamente.
O fato de você conviver com uma pessoa vinte, trinta, quarenta anos ou mais, não significa que você a conhece! Este “conhecer” não quer dizer apenas saber o nome dela, seus gostos e preferências, este “conhecer” significa saber do que essa pessoa realmente é capaz de fazer. E não há momento melhor do que o da raiva para descobrirmos o nosso verdadeiro instinto.
Por um instante pensei em ser a solução para todos os problemas da humanidade. Por um instante pensei que a humanidade era a razão de todos os meus problemas.
Por um instante pensei em carregar todos os pecados do mundo. Por um instante pensei que o mundo todo era a causa dos meus pecados.
Por um instante pensei em destruir a sociedade com sua hipócrita e inútil emoção. Por um instante pensei que estava sendo destruída pela emoção fútil da sociedade.
Por um instante pensei que o amor e a solidariedade seriam a esperança de um mundo melhor. Por um instante pensei que a esperança de um mundo melhor estaria no aniquilamento dessa perdida raça humana.
Por um instante pensei que toda a maldade seria extinta pelo amor. Porém percebi que quem mata o amor dentro de si mesmo é capaz de qualquer maldade.

15 de out. de 2009

O Caos de uma Vida

Utilizar-me de palavras rebuscadas e incompreensíveis, tornam-me um ser filosófico? Pensar e começar a indagar a existência das coisas é o que basta para ser filósofo? Eia! Vós todos que dizeis ter o espírito da Filosofia! Ela não está em vós, vós estais nela- Isso sim é o que nos torna filósofos.
A eterna busca por resposta a questionamentos nada fáceis de lidar é o que move o mundo, é o que move o verdadeiro pensar filosófico. Essa sim é a verdadeira paixão pela qual vivemos. Uns são alegres e dançantes, outros são sombrios e introspectivos. Mas que isso importa? O importante é que estamos aí para questionar e duvidar de tudo aquilo que se considera pré- estabelecido. Eis o vigor do meu Eu! Eis o que eleva o meu espírito.
Não preciso elevar-me. Enquanto tentais elevar-nos, eu já me elevei; enquanto tentais andar, eu há muito já corri. Sempre estarei anos- luz à vossa frente.

Paródia do texto de Augusto dos Anjos- Psicologia de um vencido

Eu objeto de escárnio e santidade
Vivo confiante e em plena desconfiança
Massacrada pelo materialismo fútil desta era
Torno-me vítima de influências maléficas.

Ando pelos piores caminhos da minha mente
Abstenho-me dos piores sentimentos do ser humano
Tal como sedento deseja água- eu à morte
Pois estou no meu pior pesadelo- minha vida.

Friamente calculo a porcentagem vital
Percebo o quanto sou maldosa, calculista, colérica
Sou tudo o que a realidade cristã rejeita

Sou errada, errante, sabedora do bem, praticante do mal
Sou talvez uma herege
Acredito que mais um lobo em pele de cordeiro.

O Caos de uma Vida

Estão livres, podem voar desimpedidos, atravessar limites, descobrir novos “mundos”, e quem sabe achar o paraíso. Mas será que existe paraíso? Será que existe liberdade? Ou será que tudo não passa de meras utopias, como a própria busca pela Verdade?
O mundo é uma gaiola, nós somos pássaros com asas mutiladas, apenas nosso pensamento é alado. Se rompermos com mundo, atingiremos outra dimensão e esta talvez seja a morte, ou quem sabe outra forma de vida- o despertar do subconsciente.
Mas pra que mexer no que está oculto aos nossos olhos, e que está nas raízes submersas das profundezas do mar? Ninguém ainda foi capaz de penetrar no mais profundo deste oceano, por que ninguém é tão sábio para alcançar tal façanha.
Por causa da solidão estamos mortos, limitados e tristes, e por nos matarmos mutuamente, somos um monte de cinzas.
Eu já não sou eu e nem sei quem sou, apenas sei que pássaros da solidão acostumados à gaiola morem quando saem dela.

Por que sou tão diferente?

Porque não creio em superstições. Estas não passam de uma espécie de encantamento ou de poder mágico que o medo exerce sobre a alma ignorante; filha desgraçada da imaginação, emprega para nos impressionar, os fantasmas, os sonhos e as visões... A ignorância e a barbárie criam a superstição, a hipocrisia a alimenta com vãs cerimônias, o falso zelo a aumenta e o interesse a perpetua. Simplesmente como Nietzsche disse: “Foeda Superstitio”... Eis por que não sou supersticiosa. Por que sou tão diferente?
Porque nasci para quebrar paradigmas. Eis o que sigo- minha mente, meu além-ser. Eis o que tenho necessidade- duvidar de tudo aquilo que esteja preestabelecido. Eis o que sou- alguém em busca de respostas.
Eis o que possuo I- Medo e coragem. Medo de enfrentar o desconhecido; coragem que abate esse medo, lembrando-me que só aos decadentes cabe temer experiências novas.
Eis o que possuo II- Amor e ódio. Amor àquilo e àquele que queira elevar-me para além de mim mesma. Ódio por tudo aquilo que pretenda me subjugar, aprisionar-me ao mundo de decadência, a tudo o que queira destruir meu corpo, corroer minha alma e corromper meu espírito. Eis o valor de minha existência- quebrar paradigmas. Por que sou tão diferente?
Porque uso uma moeda cunhada de ambos os lados pela hipocrisia. Hipocrisia, a principal característica dos decadentes. Vem por aí inocentemente, às vezes vem sobre bandejas para servir a quem tem necessidade de usá-la das mais diversas formas. Outras vezes surge com intenções claras, aparece tão obviamente que quando se percebe, já estamos nos servindo dela sem querer. Mas porque não usarmos a simples desculpa de que, se vivemos entre a decadência, sentimos inevitável necessidade de utilizá-la como meio de sobrevivência?
Será que esta proposição ainda me faz ser tão diferente? Ou será que não passo de alguém com vestígios de uma moral escravista? Eis o que sou e o que possuo- Uma moeda, essa maldita moeda... Uma necessária moeda... Apenas essa moeda...

O que me faz ser tão diferente?

Não consigo seguir certos moralismos, moralismos esses que escravizam, alienam, e matam. A maioria ao meu redor segue “fielmente” a isso, mas como é que uma pessoa criada sob a mesma regra não se influencia pela mesma?
O que me faz ser tão diferente?
Talvez eu queira transvalorizar todos os valores e ir para além do bem e do mal- algo muito nietzscheano de minha parte- mas como? De que maneira eu posso alcançar tal proeza se estou presa entre grades da decadência?
O que me faz ser tão diferente?
Por que sou tão diferente?
Será que sou diferente?
PECATTTUM ORIGINALE...
PUR MISE EM SCÈNE!


O Caos de uma Vida

Agora estou na fase do “nem desistir, nem tentar agora tanto faz”. O que me fortalece é isto bem aqui. Eis a minha fonte de prazer eterno, este ato incessante de escrever sobre mim e todos, sobre todos e tudo e sobre tudo e nada.
O que é complexo senão a nossa maneira de viver, pensar e agir? Vivemos “como manda o figurino”, pensamos às vezes sem pensar e geralmente agimos por imposição de outrem.
Por instinto somos os donos do nosso próprio nariz, quando passamos a conviver, a história muda- temos de seguir as regras. O que somos e para quem somos? Somos (às vezes) marionetes pensantes agindo sob um sistema manipulador e alienante, ora para agradar, ora para evitar represálias ou também uma punição.
Quem inventou o livre arbítrio com certeza não soube prever o futuro da raça humana.