14 de out. de 2010

Clarisse Lispector

Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser...
Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!
Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso?


Que desafio, hein?
"... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..." (Perto do Coração Selvagem - p.55)

Clarice Lispector

2 de ago. de 2010

Sonhos... tudo passa, tudo passará

Quero sonhar acordada sem ter que me refugiar em ilusões. As coisas boas se vão tão rápido quanto as más, faça o teste e saberás que não minto. Muitos planos, diferentes situações, algumas embaraçosas e comprometedoras, outras sempre a nosso favor... "Tudo vai passar". O Chico estava certo ao dizer que assim como os males são passageiros, as coisas boas também o são. Não devemos nos apegar às coisas... "Tudo passa, tudo passará". Cansei de viver e usar ilusões pra esconder a realidade.
Esperei tanto esse momento de felicidade, e já fazem quase seis anos que vivi um momento tão belo como esse. Atualmente vivo essa alegria (embora saiba que não será tão duradoura) tão intensamente, tão "nem aí para o que os outros falam ou vai acontecer" que parece que outro momento assim vai demorar a acontecer. Olha! Parece brincadeira, mas minhas horas de felicidade podem ser comparadas coma a aparição do cometa Halley nas regiões interiores do sistema solar. Aprendo a cada dia que se passa que a qualquer instante tudo ao nosso redor pode se esvair, resta-nos apenas ter forças para superar as perdas. Perdemos amigos, familiares, amores, e a falta de vontade de viver vai nos matando lentamente até que nos reste apenas a memória, talvez seremos mais uma lembrança na vida de quem algum dia nos amou.

3 de jun. de 2010

À procura...

Pretendo chegar a um lugar aonde eu não me sinta sozinha mesmo cercada por multidão. Eu estava perdida dentro de mim mesma, quebrada por dentro, e ainda hoje tenho essa sensação. Não posso gritar, não posso chorar, não posso lamentar, pois estou presa, presa em mim mesma. Os meus [problemas] exteriores sempre me obrigando a interiorizar. A manter-me distante daquela luz no fim do túnel minha salvação, minha liberdade. Não me refiro especificamente a algum tipo de fato social- mais precisamente a uma religião- mas a um encontro comigo mesma.
Sinto como se tudo o que eu faço não tenha sentido algum. Há dias em que era melhor não terem existido para mim. Muitas vezes eu tento “tentar” me entender; muitas vezes pessoas que convivem comigo também não me entendem.
O que realmente existe é um conflito interno, um conflito que venho combatendo há anos, e como já havia dito, às vezes acordo e pra mim nada faz sentido, tudo me irrita; meu humor muda tal qual como o tempo. Em dias ensolarados, sinto-me instável. Se esta chuvoso o que me resta é ficar trancada em meus pensamentos, com meus pensamentos. Estou tentando levar minha vida como posso, e até onde eu puder, outra vez estou vivendo minha vida sem mim.

28 de mar. de 2010

Agora estou na fase do “nem desistir, nem tentar, agora tanto faz”. O que me fortalece é isto bem aqui. Eis a minha fonte de prazer eterno, este ato incessante de escrever sobre mim e todos, sobre todos e tudo e sobre tudo e nada.
O que é complexo senão a nossa maneira de viver, pensar e agir? Vivemos “como manda o figurino”, pensamos às vezes sem pensar e geralmente agimos por imposição de outrem.
Por instinto somos os donos do nosso próprio nariz, quando passamos a conviver a história muda- temos de seguir as regras. O que somos e para quem somos? Somos [às vezes] marionetes pensantes agindo sob um sistema manipulador, ora para agradar, ora para evitar represálias ou também uma punição.
Quem inventou o livre arbítrio, com certeza não soube prever o futuro da raça humana.
Nesse curto espaço de tempo- dezenove anos- é muito complicado e engraçado tentar entender e encaixar no momento certo os acontecimentos que precisariam de muito mais amadurecimento para ocorrer. A esta altura do campeonato, sento-me e analiso minuciosamente todas as poucas e boas que me ocorreram e que eu nesse meio-tempo já aprontei.
Lembro-me de Melissa P., autora de “Cem escovadas antes de ir para a cama”, uma jovem adolescente que bem cedo começa a conhecer o mundo real, o das drogas e da prostituição. Minha realidade não fog desses padrões. Digamos que de tudo conheci um pouco. Sou uma sobrevivente desta grande selva- o mundo.
Não costumo culpar as pessoas que por mais de 18 anos preocuparam-se com a minha educação, embora todos eles tenham uma grande parcela de culpa por me criarem de uma forma bem arcaica. Culpo sim todo esse maldito sistema cheio de formalidades e moral que nos rodeia. Uma moral fajuta do “não faça isso ou aquilo”, da religiosidade hipócrita do “fazer isto ou aquilo é pecado e leva ao inferno”.
Hoje vivo bem mais tranqüila em relação ao que me ocorreu para me desligar mais desses “infernos”. “Há males que vem para o bem”, acho justa e verdadeira a frase. Todo dia agradeço o que me ocorreu para hoje estar escrevendo mais esse texto. Como sempre disse, até hoje não me arrependo um só segundo do que eu fiz e venho fazendo. Pessoas sem arrependimentos são calculistas e premeditadoras e acima de tudo são determinadas- eis o que eu sou.

Vidas-Vidros...

Hoje aprendi que assim como vasos de vidro, nossa vida é super frágil. Vasos caem e se despedaçam, às vezes, com sorte, podemos colar... Mas e a vida?
Quando sentimos uma queda dos nossos padrões, nossos sentimentos se esvaindo, tudo se perdendo... Será que tudo estaria mesmo perdido? Pois não podemos simplesmente fazer com a nossa vida o que geralmente fazemos com o vaso quando ele quebra- juntar os cacos e jogar fora.


PRECISAMOS DE REPARO

15 de jan. de 2010

Prosopopéia

"Imagine um lago qualquer, num dia lindo e calmo. Vês que o lago é tranquilo, assim somos nós em certo período de nossas vidas. Porém, imagine alguém atirando uma pedra nesse mesmo lago... Ele fica agitado... Assim ficaremos um dia. Porém o lago voltará a ficar calmo com o passar do tempo, e nós voltaremos ao normal? Ficaremos como éramos antes da
pedra
em nossas vidas?"

Autora: Larissa Thais S. Andrade

Pressa... Demasiada Pressa

Eles estão em constante pressa e quase nunca saem do lugar. É tanta pressa e eles continuam parados e quando conseguem avançar em seus propósitos, estagnam e assim tudo volta ao que era antes - pressa, constante pressa.
E a minha presa vai me levar a algum lugar?
Tudo quanto é velocidade não será mais do que passado, por que só aquilo que demora nos inicia
.


O homem reza para obter o mal, como também reza para alcançar o bem. O homem esta sempre com demasiada pressa