15 de out. de 2009

Por que sou tão diferente?

Porque não creio em superstições. Estas não passam de uma espécie de encantamento ou de poder mágico que o medo exerce sobre a alma ignorante; filha desgraçada da imaginação, emprega para nos impressionar, os fantasmas, os sonhos e as visões... A ignorância e a barbárie criam a superstição, a hipocrisia a alimenta com vãs cerimônias, o falso zelo a aumenta e o interesse a perpetua. Simplesmente como Nietzsche disse: “Foeda Superstitio”... Eis por que não sou supersticiosa. Por que sou tão diferente?
Porque nasci para quebrar paradigmas. Eis o que sigo- minha mente, meu além-ser. Eis o que tenho necessidade- duvidar de tudo aquilo que esteja preestabelecido. Eis o que sou- alguém em busca de respostas.
Eis o que possuo I- Medo e coragem. Medo de enfrentar o desconhecido; coragem que abate esse medo, lembrando-me que só aos decadentes cabe temer experiências novas.
Eis o que possuo II- Amor e ódio. Amor àquilo e àquele que queira elevar-me para além de mim mesma. Ódio por tudo aquilo que pretenda me subjugar, aprisionar-me ao mundo de decadência, a tudo o que queira destruir meu corpo, corroer minha alma e corromper meu espírito. Eis o valor de minha existência- quebrar paradigmas. Por que sou tão diferente?
Porque uso uma moeda cunhada de ambos os lados pela hipocrisia. Hipocrisia, a principal característica dos decadentes. Vem por aí inocentemente, às vezes vem sobre bandejas para servir a quem tem necessidade de usá-la das mais diversas formas. Outras vezes surge com intenções claras, aparece tão obviamente que quando se percebe, já estamos nos servindo dela sem querer. Mas porque não usarmos a simples desculpa de que, se vivemos entre a decadência, sentimos inevitável necessidade de utilizá-la como meio de sobrevivência?
Será que esta proposição ainda me faz ser tão diferente? Ou será que não passo de alguém com vestígios de uma moral escravista? Eis o que sou e o que possuo- Uma moeda, essa maldita moeda... Uma necessária moeda... Apenas essa moeda...

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